Cerca de 150 crianças de 6 a 10 anos foram avaliadas por especialistas da Associação Gaúcha de Ortodontia e Ortopedia Facial – SOGAOR – que participaram da edição 2009 da Ação Global no RS, em Sapiranga. Em apenas um dia de avaliações, foi suficiente para se concluir que a prevenção ainda continua sendo o melhor remédio para evitar problemas odontológicos. A observação foi feita pelos especialistas da entidade, que coletaram dados do Rio Grande do Sul para auxiliar no mapeamento da ortodontia no Brasil, a ser realizado pela Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) ainda este ano
Para o presidente da SOGAOR, Oger Souza Pinto, o mais surpreendente foi observar que, diante da alta incidência da falta de cuidados básicos com os dentes, constatou-se que os problemas poderiam ser resolvidos em atendimentos simples ou projetos sociais preventivos. “Antes de pensar em realizar tratamentos ortodônticos - que vira moda entre os adolescentes, inclusive das classes menos favorecidas – os cuidados de higiene, controle de alterações nas gengivas e cáries devem receber atendimento previamente para serem solucionados”, destaca.
A realidade segue na contramão da grande quantidade de profissionais que são incluídos no mercado anualmente. Com uma população de 190 milhões de habitantes o Brasil, em 1997, mantinha 90 faculdades de odontologia e hoje ultrapassa o dobro. Paradoxo que respinga em todas as especialidades da categoria. “Se as questões de prevenção básica de saúde bucal ainda não estão sendo contempladas de maneira satisfatória, o que será então dos problemas relativos à prática de uma ortodontia de qualidade e conscien-te?”, salienta o ortodontista.